Alunos da rede estadual de Corumbá fazem redação sobre trabalho de Cleir

Categoria: Geral | Publicado: quarta-feira, setembro 9, 2015 as 09:09 | Voltar

Estudantes do terceiro ano do ensino médio da Escola Estadual Carlos de Castro Brasil e do Projeto AJA realizaram uma atividade extra curricular durante  o 12° Festival América do Sul Pantanal, realizados nos dias 20,21 e 22 de agosto em Corumbá. Juntos eles redigiram uma redação sobre um city tour pelas obras do artista plástico Cleir. Confira abaixo o resultado dessa experiência.

 

Um novo olhar por Corumbá e Ladário:  Artista Plástico Cleir realiza City Tour com alunos de Rede Estadual

Araras, peixes como dourado e pintado, camalotes, tuiuiús, símbolos pantaneiros persistentes nas obras do Artista Plástico Cleir Ávila puderam ser analisados a fundo pelos alunos do AJA/MS ( Avanço do Jovem na Aprendizagem em Mato Grosso do Sul) e 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Carlos de Castro Brasil na manhã desta sexta-feira (21), durante um City Tour pelas obras do artistas expostas em via pública em Corumbá, MS. A oportunidade ocorreu durante a 12ª edição do Festival América do Sul Pantanal- decorrente de 20 a 22 de agosto;

Muitos dos moradores locais desconhecem tanto o artista regional renomado como suas obras estampadas na cidade pantaneira. “Uma das minhas primeiras obras em Corumbá, foi o desafio de pintar uma Arara Canindé e um dourado em um prédio na parte central. Necessitamos de trinta camadas de tinta para conseguir a textura exata, os relevos. Essa obra tem um toque especial, que é a adequação ou a mistura da linha do horizonte à essa obra. Essa obra inclusive já passou por reconstruções e poder estar mostrando e conversando de perto com os alunos, é muito prazeroso”, afirmou o artista durante o percurso do passeio.

Cleir possui em Corumbá, dois painéis que contrastam com o rio Paraguai ao fundo. O primeiro trabalho de pintura em de prédios e painéis, foi a onça pintada, em 1994, e o primeiro trabalho de praça de escultura foi a Praça das Araras em Campo Grande em 1996.

A “Pérola do pantanal”, Ladário, também foi agraciada com uma obra significativa de Cleir, que é uma escultura de um Dourado “Tributo ao Pescador”. “Essa foi uma escultura de encomenda, para representar a população local. Ter sua obra exposta na rua é algo que traz reconhecimento, satisfação”, afirmou o artista durante visita ao ponto turístico.

Além de expor seu conhecimento aos alunos e detalhar as técnicas de elaboração de cada projeto, os alunos receberam ainda um papel fundamental: de conscientização: “Observamos que algumas obras já estão desgastadas com o tempo e devido algumas ações de vandalismo. Queremos que a população zele, pois é uma representatividade local, e desde já coloco que há uma vontade de reconstrução e revitalização de cada obra”, concluiu.

Finalizando o passeio por Corumbá, o artista revelou aos alunos que já tem o projeto de construir a escultura de uma Arara Azul, de 30 metros, correspondente a um prédio de 13 andares, 150 quilômetros da Capital, o Morro do Paxixi. Os alunos puderam desfrutar de um passeio com média de 4 horas de duração, o suficiente para um perfeito intercâmbio cultural.

 

Protagonismo

Além dos alunos, uma professora mestra historiadora, acompanhou-os no City e destacou a importância de uma aula vivencial: “Foi uma ação importante, pois o aluno teve contato direto com a obra, podendo sentir a parte de criação, como ser um artista plástico e a ação de despertar no aluno o interesse de realização, despertar o aluno para criações futuras.  Também orientou  seus alunos da importância da preservação do Patrimônio Público.O Cleir expos que por onde ele passou, deixou sua marca, sua obra. Proporcionou aos alunos também a real importância daquelas obras. Talvez desse grupo, saia algum artista, alguém que seja tocado e desperte o dom da arte”, afirmou a Professora Mestra Elizabeth de Lima , PROGETEC.

Os alunos estiveram empolgados e perguntas não faltaram ao artista. Para eles, a visão dos espaços onde as obras estão situadas é outra: “Muitas obras do Cleir não recebiam e até hoje, por muitos não recebem o olhar atento que tivemos. Desta visita para cá, mudamos nosso conceito, nossa visão, pois visitar cada obra do Cleir, ao lado dele, ouvir seus passos de criação, fez com imaginássemos todo o processo e nos mostrou o quanto cada obra é significativa naquele espaço introduzido. Foi uma grande aula a céu aberto, um privilégio e uma aula inesquecível”, afirmou a aluna Barbara Gimenez Magalhães, 16 anos.

 

 

Publicado por: tmotta@fazenda.ms

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