Atividades dos 150 anos da Retirada da Laguna começam a ser programadas

Categoria: Geral | Publicado: sexta-feira, setembro 18, 2015 as 11:12 | Voltar

Campo Grande (MS) -  O secretário de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação do Estado, Athayde Nery, participa hoje e amanhã  em Jardim e Nioaque da 1°  reunião preparatória para as atividades alusivas aos 150 anos da Retirada da Laguna, a serem realizadas em 2017. A reunião é  promovida pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Comando Militar do Oeste .

O objetivo  é criar um cronograma de discussões por parte das entidades de cunhos artísticos, culturais, políticos, militares e civis, tanto da esfera federal, quanto das esferas estadual e dos municípios que compõem a região palco do importante episódio ocorrido na Guerra do Paraguai, para pensar, criar e estabelecer a programação .

A idéia inicial, proposta pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS, pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS e pelo Comando Militar do Oeste – CMO é fazer, a partir de agora até o ano de 2017, um calendário com a realização de atividades sociais, artísticas, políticas, culturais, militares e civis que relembrem os fatos ocorridos durante aquele episódio da “Guerra da Tríplice Aliança” e referencie os seus heróis.

 

A RETIRADA DA LAGUNA

A chamada Retirada da Laguna foi um episódio da Guerra do Paraguai (1864 - 1870) imortalizado na literatura pela pena de um de seus protagonistas, o futuro visconde de Taunay.

Após a apreensão da Canhoneira Amambaí da Marinha do Brasil, no rio Paraguai, e da invasão da então Província do Mato Grosso pelas forças do Exército Paraguaio em dezembro de 1864, declarada a guerra, uma das primeiras reações brasileiras foi a de enviar um contingente militar terrestre para combater os invasores em Mato Grosso.

Desse modo, em abril de 1865, uma coluna partiu do Rio de Janeiro, sob o comando do coronel Manuel Pedro Drago, recebendo reforços em Uberaba, na então Província de Minas Gerais, percorrendo mais de dois mil quilômetros por terra até alcançar Coxim, na Província do Mato Grosso, em dezembro desse mesmo ano, que encontrou abandonada.

O mesmo se repetiu ao alcançarem Miranda, em setembro de 1866. Em janeiro de 1867, o coronel Carlos de Morais Camisão assumiu o comando da coluna, então reduzida a 1.680 homens, e decidiu invadir o território paraguaio, onde penetrou até Laguna, em abril. Por demais distante das linhas brasileiras, e sem ter como sustentar a tropa, afetada pela cólera, o tifo, e pelo beribéri, a coluna do Exército Brasileiro foi forçada a retirar sob os constantes ataques da cavalaria paraguaia, que utilizou táticas de guerrilha, infligindo perdas severas aos brasileiros.

Publicado por: tmotta@fazenda.ms

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