Com apoio da Sectei, formação de professores para as Escolas de Autoria acontece no MIS

Categoria: Geral | Publicado: terça-feira, fevereiro 7, 2017 as 10:03 | Voltar

Campo Grande (MS) – Acontece nesta terça-feira (7) no auditório do MIS a formação de professores que irão atuar nas Escolas de Autoria do Ensino Fundamental da Rede Estadual de Ensino. Trata-se de uma proposta de atendimento da educação em tempo integral. O evento é apoiado pela Fundação de Cultura num esforço de unir Cultura e Educação, uma das metas do secretário de Cultura, Athayde Nery, e do gerente de Patrimônio da Fundação de Cultura e professor, Caciano Lima.

A coordenadora de Políticas para Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação, Fabiana Cáceres Borges, explica que este atendimento que o governo está propondo atinge 27 escolas do Ensino Fundamental, com turmas em tempo integral. “O foco dessa proposta está no educar pela pesquisa, educação científica, protagonista juvenil e pedagogia da presença, que é o professor presente nos ambientes, de forma que os alunos possam ser, aprender e agir. Busca-se o conhecimento para ele agir na sociedade, no seu espaço de convivência. É algo que transforma a educação para que o aluno goste de estar na escola, que ele seja ator e autor desse movimento e de apropriação do conhecimento”.

Será uma semana de formação continuada, com um grupo no MIS e outro no Cepef – Centro de Educação Profissional, com a promoção de uma discussão coletiva com diferentes escolas. O tema de hoje foi a apresentação da proposta metodológica que será desenvolvida nas unidades, e à tarde, será a parte prática com oficinas.

Fabiana diz que a secretária de Educação, Maria Cecília Amêndola da Mota, incentiva essa proposta de ampliação da carga-horária dos estudantes “na busca de formação de um cidadão integral, que ele possa contribuir com a sociedade. Buscamos a integração dos campos curriculares, promovendo a integração entre conteúdo e vivência de mundo, com criatividade, conhecimento e com valores. Neste projeto, o professor tem que ser diferenciado, criativo, e atuar como maestro na regência desses atores no processo, integrando toda a equipe de estudantes, professores e familiares. O gestor é peça chave nessa proposta desafiadora de os alunos ficarem sete horas na escola. Queremos propor ao estudante a motivação para ele saber que aquele conteúdo vai fazer a diferença na sua formação. Acreditamos nesse processo”.

O professor de português e matemática do 1º e 2º anos do Ensino Fundamental da Escola Professora Demira Ramos dos Santos, José Renato Pereira, disse que os professores vieram desta educação sistematizada e quebrar este paradigma não é fácil. “É uma roupagem progressista construtivista. Não é fácil para o professor, mas estamos abertos a essa nova mudança. Vamos ter que reaprender. A universidade deveria estar preparada para essa mudança. A Secretaria de Educação estará conosco e a mudança deve ser gradativa. Temos perspectivas boas. O que precisa é ter estrutura física e termos respaldo”.

A diretora da Escola Professora Demira Ramos dos Santos, Gigliola Vince, diz que sua expectativa é que a aprendizagem aconteça e que consiga efetivamente integrar a mudança. “Minha preocupação é com a alfabetização. Acredito que a nova proposta muda como o aluno enxerga a escola. O professor precisa comandar o processo. Este vai ser um ano de muito aprendizado, quero construir com eles, para que no fim do ano possamos fazer um balanço com relatórios sobre os resultados. Quero estar acompanhando o resultado sempre, mês a mês, sempre em contato com os professores”, finaliza.

Texto: Karina Lima
Fotos: Alexander Onça

Publicado por: tmotta@fazenda.ms

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