Márcio Bello abre atividades do FASP com oficina

Categoria: Geral | Publicado: quarta-feira, agosto 19, 2015 as 17:44 | Voltar

Músico campo-grandense radicado no Tocantins ensina a fazer instrumentos de percussão no Moinho Cultural

O bom filho sempre volta para casa! Com Márcio Bello foi assim no Festival América do Sul Pantanal (FASP). Campo-grandense de nascimento, mas radicado no Tocantins há três décadas, o músico percussionista e artesão retorna ao estado natal para abrir a programação do festival em 2015. Márcio Bello comanda desde a manhã de terça (18), a Oficina de Percussão e Construção de Instrumentos Tambores do Tocantins no Moinho Cultural, em Corumbá (MS), cidade que sedia o FASP até sábado (23).

Com 35 alunos inscritos na oficina, Márcio Bello traz o seu vasto conhecimento sobre a feitura de instrumentos ligados a tradição musical tocantinense. Aparentemente empolgado com a participação no FASP, o músico comentou pouco antes de continuar a oficina na tarde de terça as suas impressões sobre a oficina em Corumbá e convocou todos a assistirem a apresentação do grupo Tambores do Tocantins, que encerra a programação do primeiro dia do evento na Praça Generoso Ponce. Confira a entrevista:

FASP – Sua oficina de criação de instrumentos abriu a programação da décima segunda edição do festival em 2015. Qual o perfil das pessoas que se inscreveram na oficina?

MÁRCIO BELLO – São alunos jovens e adolescentes do Moinho Cultural e pessoas da comunidade. Também um grupo de capoeira da cidade de Corumbá que está interagindo com a gente. Temos leigos, iniciados em música e músicos. Para mim é um grande presente poder dar o ponta pé inicial do festival, principalmente no Moinho Cultural, que é um espaço que a gente conhece de notícias e da própria interação na rede nacional de pontos de cultura.

FASP – Corumbá é conhecida como um lugar onde surgem muitos percussionistas. Você sentiu que o aluno corumbaense tem esta facilidade?

MÁRCIO BELLO – Sim. Totalmente. Percebi que a meninada já tem uma afinidade (com a percussão) e o pessoal do Moinho já está musicalizado.

FASP – Qual a dinâmica da oficina que você está comandando?

MÁRCIO BELLO – Estamos construindo instrumentos pela manhã, que vão ficar para o acervo do Moinho. Vamos construir instrumentos de barro, pele de animal, de madeira, de cabaça... São instrumentos artesanais que fazem parte do contexto primitivo da cultura tocantinense e brasileira. Já na parte da tarde começamos a prática percussiva. A oficina vai até a quinta (20) de manhã. A noite a gente tem o espetáculo.

FASP – O FASP é feito a beira do Rio Paraguai e tem como objetivo a integração cultural. Neste sentido, como você encara o convite para o Tocantins participar este ano deste processo dentro do evento em Corumbá?

MÁRCIO BELLO – Acho espetacular. É isso que nós precisamos no Brasil. Eventos que congregam o país inteiro. Porque o brasileiro não se conhece culturalmente. Eu sou sul-mato-grossense radicado no Tocantins há quase 30 anos. Sou de Campo Grande e fui embora cedo. Comecei a atividade musical aos 12 anos e fui desenvolver meu trabalho fora do MS. Então para mim, especialmente, é uma oportunidade ímpar de poder estar voltando à minha terra e às minhas origens e contribuir com o meu conhecimento. Convido o público para assistir ao show na quinta (20), abertura do festival, porque vem uma galera da pesada dos Tambores do Tocantins que vai fazer um som a altura que Corumbá merece e o festival também.

(Por Rodrigo Teixeira/Assessoria FASP)

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Publicado por: tmotta@fazenda.ms

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