Peça do Distrito Federal e clássico de Ariano Suassuna são destaque do FIB

Categoria: Geral | Publicado: segunda-feira, julho 27, 2015 as 17:02 | Voltar

No próximo sábado (1º de agosto), o teatro vai ter destaque na programação do 16º Festival de Inverno de Bonito. Serão apresentados os espetáculos “Meu Chapéu é o Céu”, do Coletivo Instrumento de Ver (DF), às 10h, no Balneário Municipal de Bonito, e “O Santo e a Porca”, da Cia Fulano di Tal (MS), às 16, na Praça da Liberdade.

“Meu Chapéu é o Céu” é um espetáculo de rua infantil realizado em uma estrutura para aparelhos aéreos, com duração de 40 minutos. Inspirado no conceito da itinerância, uma das características mais marcantes do circo, e antenado nas mais modernas iniciativas artísticas do circo-teatro, a peça leva para as ruas uma narrativa alegre e simples, com uma mistura de linguagens que permeia o universo dos clowns, das acrobacias e do teatro.

O enredo se desenvolve a partir da montagem de um espaço cênico. De forma inusitada, três acrobatas provocam situações inesperadas, apresentando números divertidos de aéreos. Como em um passe de mágica, se penduram e realizam acrobacias entre roupas, água, sabão e varais. Construído a partir de um roteiro lúdico e divertido, o espetáculo tem como personagens três lavadeiras desajeitadas que se entregam a brincadeira de lavar, vestir e passar as roupas que compõem o cenário.

Em meio a mágicas e bagunças, as personagens interagem entre si, hora resolvendo, hora promovendo os conflitos, criando um universo onírico para o espetáculo. Com direção de Leo Sykes, diretora do renomado grupo de circo-teatro Udi Grudi, “Meu Chapéu é o Céu” é um espetáculo cativante para todas as idades. Sua reapresentação acontece no domingo (02, às 16h, desta vez na Praça da Liberdade.

 

Cia Fulano di Tal

A peça “O Santo e a Porca” é uma comédia escrita por Ariano Suassuna em 1957. Aborda o tema da avareza, assunto favorito de Plauto (Aulularia) e Moliére (O Avarento). A trama tem início quando o fazendeiro Eudoro Vicente (Begèt de Lucena) envia uma carta ao comerciante Eurico (Vini Ferreira), mais conhecido como Euricão Engole Cobra, pedindo-lhe o seu “maior tesouro”. Eudoro, na verdade, na carta pede a mão de Margarida (Fran Dahm e Stephanny Menezes), filha de Eurico, em casamento. Mas este pensa que o outro quer roubar-lhe a fortuna, guardada há anos em uma porca, herança deixada por seu avô.

Para complicar, Margarida e o filho de Eudoro, Dodó (Luciano Risalde) estão apaixonados e Benona (Marjorie Matsue), irmã solteirona de Euricão, acha que o convite de casamento é para ela. Ao perceber o mal-entendido, a esperta Caroba (Maria Fernanda Fichel) elabora um plano para ganhar um dinheirinho extra e se casar com Pinhão (Bruno Yudi).

É a partir das confusões feitas pelo plano de Caroba que se desenrola toda a trama de “O Santo e a Porca”, uma história contemporânea que poderia perfeitamente acontecer nos dias de hoje e que, ao final, deixa uma mensagem de fé e esperança. A versão do Fulano di Tal tem adaptação de Rita Regina Diniz, direção de Marcelo Leite e co-direção de Bruno Loiácono.

(Gisele Colombo/FCMS)

Publicado por: tmotta@fazenda.ms

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